Helô de olho em Ribeirão Preto
Chegar a uma posição de liderança não significa ter todas as respostas. Em um mercado de mudanças rápidas, empresários e gestores precisam desenvolver novas habilidades, identificar gargalos e encontrar estratégias para crescer sem concentrar todas as decisões e responsabilidades da empresa.
Uma pesquisa realizada entre junho e agosto de 2025 pela 001 Educação, em parceria com Meio & Mensagem e Cogna, ouviu 1.133 profissionais brasileiros e apontou que 39,2% dos entrevistados ocupam cargos de liderança, mas se sentem estagnados na carreira.
Outros 27,2% afirmaram estar preparados para assumir posições de liderança, mas não encontram oportunidades. Entre os profissionais que buscam mentorias, 42,5% querem ser reconhecidos como líderes estratégicos e 20,4% desejam se tornar referência para suas equipes.
Da operação à estratégia
Para o empresário e mentor Mario Rossi, fundador do Instituto AOD, em Ribeirão Preto, uma das dificuldades enfrentadas por quem está à frente de uma empresa é conseguir analisar o próprio negócio com distanciamento.
“É comum encontrar empresários que construíram bons negócios, mas chegaram a um momento em que praticamente todas as decisões continuam passando por eles. Conforme a empresa cresce, cresce também a carga do dono. É preciso desenvolver pessoas, organizar processos e criar condições para que esse empresário consiga dedicar mais tempo à estratégia e ao futuro da empresa”, afirma.
Segundo Rossi, a mentoria surgiu a partir dessa percepção e busca também transformar ideias que permanecem no planejamento em ações que possam ser executadas.
“Quem está dentro da empresa todos os dias conhece profundamente o negócio, mas justamente essa proximidade pode dificultar a percepção de alguns pontos. O papel da mentoria é provocar novas perguntas, organizar prioridades e acompanhar a execução. A decisão continua sendo do empresário, porque ninguém conhece a empresa melhor do que ele”, explica.
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Experiência de quem participa
A empresária Andrea Bormann, do Hospital da Plástica, já conhecia o trabalho de Mario Rossi como paciente da AOD Clínica antes de iniciar o processo de mentoria.
Segundo ela, o acompanhamento trouxe novas perspectivas para projetos que estavam sendo amadurecidos.
“Foi até mais do que eu imaginava. Como paciente do Mario, uma das coisas que sempre admirei foi o encantamento que existe na clínica e o alinhamento de toda a equipe. Estamos amadurecendo alguns projetos e a mentoria abriu minha mente para ideias que estavam guardadas e que eu nem imaginava trazer para a discussão.”
Andrea também destaca a mudança de perspectiva proporcionada pelo processo e os aprendizados que, segundo ela, vão além dos obtidos em cursos.
Para Mario, o acompanhamento das decisões e da execução é um dos pontos centrais da mentoria.
“Uma boa ideia sozinha não muda uma empresa. O resultado aparece quando existe execução, acompanhamento e disposição para fazer ajustes. Meu objetivo é chegar ao final desse processo com um empresário mais estratégico e uma equipe capaz de assumir responsabilidades com maior autonomia”, finaliza.