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Menopausa exige atenção à alimentação e à saúde dos ossos e do coração

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A menopausa provoca mudanças no organismo que podem exigir cuidados específicos com a alimentação e a saúde. No Dia Mundial da Menopausa, celebrado em 18 de outubro, o tema ganha destaque pela importância de orientar as mulheres sobre escolhas alimentares que contribuam para a saúde óssea, cardiovascular e metabólica durante essa fase da vida.

Projeções do IBGE indicam que o Brasil terá cerca de 37 milhões de mulheres entre 40 e 65 anos em 2026. Em nota técnica, o Ministério da Saúde estima que entre 20% e 30% das mulheres podem apresentar sintomas moderados ou graves durante a transição para a menopausa, com impactos na qualidade de vida, na saúde mental e na funcionalidade.

A menopausa é confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruação e costuma ocorrer entre os 45 e 55 anos. A transição pode começar anos antes e envolver ondas de calor, suor noturno, alterações no sono e no humor, sintomas geniturinários e dores nas articulações. A redução do estrogênio também torna a saúde dos ossos e do coração pontos importantes de atenção.

Segundo Mari Escobar, nutricionista pós-graduada em Gastronomia Funcional, a alimentação pode contribuir para o cuidado durante esse período, mas não substitui o acompanhamento médico.

“Não existe um alimento capaz de interromper os fogachos ou resolver todas as mudanças dessa fase. O papel da nutrição é contribuir para a saúde dos ossos, do coração e do metabolismo, sem prometer soluções milagrosas”, explica.

Alimentação variada favorece a saúde óssea e cardiovascular

A orientação do Ministério da Saúde é seguir as recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira, priorizando alimentos in natura ou minimamente processados. Frutas, verduras, legumes, feijão, lentilha, grão-de-bico, cereais integrais, castanhas, sementes, azeite e peixes podem fazer parte de uma alimentação variada.

Para a saúde dos ossos, leite e derivados, sardinha e vegetais verde-escuros estão entre as fontes alimentares de cálcio. A quantidade necessária e as alternativas para quem não consome determinados alimentos dependem das necessidades individuais. Já a avaliação da vitamina D e a eventual suplementação devem contar com orientação profissional.

“Retirar os laticínios sem planejar outras fontes de cálcio e tomar suplementos por conta própria são situações que merecem atenção. Há alternativas para quem não consome determinados alimentos, mas a escolha precisa considerar as necessidades de cada mulher”, orienta Mari.

A saúde cardiovascular também merece acompanhamento. Uma alimentação com fibras, vegetais, cereais integrais e gorduras insaturadas pode contribuir para os cuidados com colesterol, glicemia e pressão arterial.

“Pressão, colesterol, glicemia, sono, atividade física e alimentação precisam ser considerados em conjunto. Mudanças importantes na saúde podem acontecer mesmo sem uma grande alteração na balança”, afirma a nutricionista.


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Café, frituras e açúcar: é preciso restringir?

Durante a menopausa, a recomendação é reduzir a frequência de consumo de ultraprocessados, bebidas açucaradas, alimentos com excesso de sal e frituras. O álcool também merece atenção, especialmente quando há alterações no sono ou piora dos sintomas.

Café e alimentos picantes, por outro lado, não precisam ser retirados automaticamente da alimentação de todas as mulheres. Algumas percebem piora das ondas de calor, da sudorese ou do sono após o consumo, enquanto outras não identificam essa relação.

“Se a mulher suspeita que o café interfere no sono ou aumenta a sensação de calor, pode observar o que acontece ao reduzir o consumo. Cortar vários alimentos ao mesmo tempo dificulta identificar o que está relacionado ao sintoma”, recomenda Mari.

A orientação é observar as respostas individuais antes de fazer restrições alimentares, evitando mudanças desnecessárias que possam dificultar a manutenção de uma dieta equilibrada.

Soja e linhaça não substituem tratamento hormonal

Soja, linhaça, lentilha e grão-de-bico contêm fitoestrogênios, compostos vegetais cuja ação é diferente da do estrogênio produzido pelo organismo. Esses alimentos podem integrar uma alimentação equilibrada, mas não substituem a reposição hormonal nem garantem alívio dos sintomas da menopausa.

Os possíveis efeitos das isoflavonas da soja sobre os sintomas variam entre as mulheres e, segundo a nutricionista, tendem a ser modestos. Também é importante diferenciar o consumo desses alimentos na dieta do uso de cápsulas e extratos concentrados.

“Consumir soja ou linhaça como parte da alimentação é diferente de usar cápsulas ou extratos concentrados. Suplementos podem ter doses maiores e precisam de avaliação profissional, sobretudo quando há doenças ou uso de medicamentos”, explica.

Mari Escobar recomenda evitar promessas de cura e dietas excessivamente restritivas. A alimentação deve considerar os sintomas, as condições de saúde, as preferências e a rotina de cada mulher, com acompanhamento profissional quando necessário.

“Não existe uma dieta única para a menopausa. A orientação precisa considerar os sintomas, a saúde, as preferências e a rotina de cada mulher. O objetivo é construir escolhas possíveis de manter e buscar acompanhamento quando necessário”, finaliza a nutricionista.


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Escrito por:

Helo Pedrosa

Colunista HP

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Heloísa Pedrosa

Colunista e Fundadora
Apresentadora do programa Heloisa Pedrosa, do PodHelô Cast e Ideias de Sucesso. Palestrante e Digital Influencer.

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