Helô de olho em Ribeirão Preto

O uso de canetas emagrecedoras ampliou o debate sobre a importância de preservar a massa muscular durante o processo de perda de peso. Especialistas alertam que, além dos quilos eliminados, é necessário acompanhar a composição corporal, a força e a capacidade física para evitar prejuízos à saúde e à autonomia.
A sarcopenia é uma condição associada principalmente à diminuição da força e a alterações na quantidade ou qualidade dos músculos. Embora seja frequentemente relacionada ao envelhecimento, também passou a ganhar espaço nas discussões sobre emagrecimento. A perda de massa magra, isoladamente, não caracteriza a doença, mas pode indicar a necessidade de atenção à saúde muscular.
“A massa muscular é um importante marcador de saúde e está relacionada ao prognóstico de vida. Durante o emagrecimento, a redução não ocorre exclusivamente na gordura e, dependendo da velocidade desse processo, da alimentação e da atividade física, também pode comprometer a massa magra. Por isso, não basta perguntar quantos quilos o paciente perdeu, mas o que ele perdeu”, afirma o médico Tácito Sgorlon.
Proteína e atividade física ajudam a preservar os músculos
Um consenso internacional de especialistas publicado na revista científica Obesity Pillars recomenda o consumo diário de 1,2 a 1,5 grama de proteína por quilo de peso corporal durante o emagrecimento com medicamentos à base de GLP-1, associado à prática de atividade física. A orientação busca contribuir para a preservação muscular, especialmente entre pessoas com maior risco de sarcopenia.
Durante o tratamento, a redução do apetite pode dificultar o consumo de proteínas e de outros nutrientes em quantidades adequadas. Nesses casos, a suplementação pode ser considerada como complemento ao acompanhamento nutricional, conforme as necessidades individuais.
Gustavo Cadurim, farmacêutico, CEO e fundador da Yosen, empresa de base científica originada de pesquisas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FCFRP-USP), ressalta que a suplementação precisa ser individualizada.
“Suplementação não deve ser tratada como uma recomendação automática para quem está emagrecendo. A indicação, dose e escolha dos nutrientes precisam considerar a alimentação, a rotina, as condições de saúde e os objetivos de cada pessoa. Quando a dieta não consegue suprir todas as demandas nutricionais, ela pode ser uma ferramenta complementar”, afirma Cadurim.
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Dificuldades nas atividades diárias merecem atenção
A perda muscular não ocorre exclusivamente durante o uso de canetas emagrecedoras. Ela também pode estar presente em outras estratégias de emagrecimento, como dietas com restrição calórica.
Segundo Tácito Sgorlon, dificuldades para levantar de uma cadeira, subir escadas ou carregar objetos são exemplos de sinais que merecem investigação. A avaliação médica pode incluir exames de composição corporal e testes de força e desempenho físico.
“O objetivo do tratamento não deve ser simplesmente perder peso. É preciso reduzir gordura preservando o máximo possível de massa muscular, força e funcionalidade. As medicações são ferramentas importantes no tratamento da obesidade, mas precisam estar inseridas em um programa completo que inclua alimentação adequada, proteína suficiente, exercício de força e acompanhamento da composição corporal”, explica o médico.
Tecnologia e desenvolvimento de suplementos
Na área de desenvolvimento de suplementos, a Yosen trabalha com tecnologias de entrega de nutrientes, como a Ydrosolv®, voltadas à dispersão e à disponibilização de determinados compostos.
“Não basta incluir um nutriente em uma formulação. É preciso entender como esse composto é disponibilizado e de que maneira suas características influenciam a absorção pelo organismo. Esse trabalho envolve estudar propriedades dos nutrientes, a interação entre os componentes e os sistemas capazes de favorecer sua dispersão e disponibilização”, explica Cadurim.
Sobre a Yosen
A Yosen atua no mercado de nutracêuticos e em soluções voltadas à saúde e à qualidade de vida. A empresa desenvolveu a Ydrosolv®, tecnologia que, segundo a companhia, utiliza pequenas estruturas lipídicas chamadas lipossomas para envolver nutrientes, protegê-los ao longo do trato gastrointestinal e favorecer sua absorção.
A empresa informa que essa tecnologia busca aumentar a biodisponibilidade dos nutrientes e contribuir para a eficiência das formulações. Atualmente, a marca possui mais de 20 produtos em seu portfólio e atua nos segmentos de suplementação, farmacêutico, cosmético, veterinário e agro. Seu desenvolvimento está conectado a instituições de pesquisa e inclui participação em projetos fomentados por FAPESP, FINEP e CNPq.


