Helô de olho em Ribeirão Preto
A CASACOR Ribeirão Preto 2026 abre as portas nesta terça-feira (25) com uma proposta que vai muito além de apresentar ambientes decorados. Em sua 8ª edição, a mostra reúne 31 espaços de arquitetura, design, paisagismo, arte e gastronomia em uma residência na Avenida Sumaré, no Jardim Sumaré, convidando o público a refletir sobre diferentes formas de morar, sentir e se relacionar com a casa. A visitação segue até 12 de outubro.
Com o tema “Mente e Coração”, conceito que orienta a CASACOR em 2026, a mostra propõe aproximar razão e emoção em um momento marcado pelo excesso de informações, pela aceleração da rotina e pelas transformações tecnológicas. Em Ribeirão Preto, essa ideia aparece em ambientes que valorizam memória afetiva, história local, arte brasileira, natureza, convivência e bem-estar.
A casa escolhida para esta edição também faz parte da narrativa. Projetada na década de 1980 pelo arquiteto Marcos Tomanik, a residência ocupa um terreno de aproximadamente 2 mil metros quadrados, com cerca de 1,6 mil metros quadrados de área construída. A integração entre áreas internas e externas e a ampla área central de convivência, marcada pela piscina, são características preservadas no percurso da mostra.
Uma visita pensada como experiência
A jornada começa antes mesmo da entrada, no Jardim do Encontro, assinado por Mariangela Penha, do Jardins de Mari. O espaço funciona como um rito de passagem e utiliza vegetação, escultura e elementos relacionados à memória arquitetônica de Ribeirão Preto para desacelerar o visitante.
Na sequência, a entrada da mostra ganha iluminação assinada pelo light designer italiano Filippo Giorgi, criando uma transição entre a cidade e o universo da CASACOR. O percurso passa ainda pelo Living Raízes, de Morize Carvalho, que trabalha brasilidade, memória e identidade nacional, e pelo Living da Permanência, de Lucas Lourenço, inspirado nos apartamentos da Park Avenue das décadas de 1950 e 1960.
Entre os destaques está também o Living Evviva, da Hayasaki Arquitetura, assinado por Fabiano, Tania e Isabela Hayasaki. O ambiente trabalha materiais naturais, texturas, iluminação e a integração entre mobiliário e marcenaria, além de contar com obras interativas de Bia Hayasaki.
Memórias também fazem parte da casa
A afetividade aparece com força em ambientes como a Cozinha da Nonna, de Victoria Balbo, inspirada nas lembranças da casa da avó. Mármore, madeira, palha, tecidos naturais, livros de receitas, crochês e objetos pessoais ajudam a construir essa atmosfera.
A memória também está presente em Lembranças que Habitam, desenvolvido por estudantes de Design de Interiores do SENAC Ribeirão Preto, e no Quarto NOLT, de Caru Cunha, que imagina a intimidade de um casal 60+ a partir do conceito New Older Living Trend.
Para as famílias, Adriana Fontana assina dois ambientes conectados: O Primeiro Refúgio, um quarto pensado para acompanhar o crescimento da criança, e o Ninho de Histórias, que transforma a brinquedoteca em um espaço de leitura, criatividade e descoberta.
Veja também:
Gestação exige atenção à nutrição e ao aproveitamento dos nutrientes
LIDE Agronegócio debate novas rotas energéticas com biocombustíveis
Ribeirão Preto também está representada
A identidade regional aparece diretamente em Terra Roxa, de Carina Rezende e Maísa Andrade. O ambiente recupera referências à cultura do café, à terra vermelha e à memória das antigas fazendas de Ribeirão Preto.
Outros espaços exploram diferentes relações entre território, arte e identidade, como Âmago Corten, de Marian Jammal; L’Atelier de Geneviève, de Camila Ubida e Ana Luísa Carolo; e a Casa Cotrim Galeria, da Cotrim Arquitetura, que reúne artistas ligados a Ribeirão Preto em diálogo com peças de design brasileiro.
A mostra também apresenta propostas voltadas à passagem do tempo, às relações humanas e ao encontro. Entre elas estão Entretempos, de Vitor Pellini, Entre-Rios, de Carla Viziack e Marianna Viziack, e Sua Casa Bem Vivida Electrolux, de Fabrício Frezza e Gabriel Figueiredo, que incorpora tecnologia ao cotidiano.
Gastronomia completa o percurso
A experiência não termina nos ambientes residenciais. A gastronomia também integra o circuito da CASACOR Ribeirão Preto 2026.
O Restaurante Figo, de Bruno Ortega e Juliana Treve, combina cimento queimado, pedra natural, madeira, vegetação e iluminação intimista. A operação é comandada por Gustavo Andrez.
Já o Botanique Noir – Cocktail Garden, de Marcelo Camargo Arquitetura, do Cubo9 Studio, aproxima referências de cafés parisienses, rooftops nova-iorquinos e jardins tropicais, com operação da Clicô. O percurso inclui ainda o Deck Oásis, o Ateliê Jaciara Carvalho – Loja Decor e o Hub de Conexões, pensado para receber eventos e diferentes configurações de programação.
O encerramento da visita acontece no Café da Mata, de Willian Gonçalves Cucco, sob o comando da Mais Um Copo de Café. O espaço relaciona a cultura cafeeira à história de Ribeirão Preto e às florestas brasileiras, utilizando madeira, cerâmica, metal, vegetação e arte.
Assim, a CASACOR Ribeirão Preto 2026 constrói uma experiência que começa na memória e termina novamente na relação entre território e natureza. Ao longo dos 31 ambientes, a mostra apresenta diferentes respostas para uma mesma questão: como queremos viver em nossas casas em um mundo cada vez mais acelerado?
Serviço
CASACOR Ribeirão Preto 2026
Tema: “Mente e Coração”
Local: Avenida Sumaré, 590 – Jardim Sumaré, Ribeirão Preto (SP)
Visitação: de 25 de agosto a 12 de outubro de 2026
Horários:
Terça a sábado: das 15h às 22h
Domingos e feriados: das 15h às 20h
Restaurante: quinta a domingo, das 12h às 14h
Ingressos: R$ 98 (inteira) e R$ 49 (meia-entrada). Crianças de até 10 anos têm entrada gratuita. A bilheteria digital está disponível no site oficial informado no material da mostra.