A discussão sobre qualidade de vida nas cidades passa, cada vez mais, pelo planejamento urbano. No interior paulista, esse movimento tem ganhado força com empreendimentos que vão além da moradia e incorporam infraestrutura, mobilidade e espaços de convivência. Nesse contexto, a Pafil Empreendimentos, que completa 25 anos em 2026, destaca sua atuação com projetos voltados ao desenvolvimento urbano integrado. A proposta é unir habitação, serviços e bem-estar em projetos que contribuam para cidades mais organizadas e funcionais, acompanhando a crescente demanda por qualidade de vida fora dos grandes centros. O que caracteriza um empreendimento urbano planejado? Uma das questões centrais é: o que diferencia um projeto planejado de uma construção tradicional? Segundo a empresa, os empreendimentos são pensados para integrar diferentes aspectos da vida urbana, como acessibilidade, mobilidade e convivência social. A ideia é criar espaços que não apenas atendam à necessidade de moradia, mas que também favoreçam o dia a dia dos moradores. Um exemplo é o Villa Manacás, em Jardinópolis, primeiro empreendimento da Pafil na cidade, desenvolvido com foco em segurança, integração entre moradores e qualidade de vida. Veja também: RIBEIRÃO 170 ANOS: COMEMORAÇÃO DURANTE O ANO TODO João Rock 2026 abre pré-venda com desconto para clientes BB Como esses projetos impactam as cidades? Outro ponto importante é: qual o impacto desses empreendimentos no desenvolvimento urbano? A proposta desses projetos é contribuir para a formação de cidades mais estruturadas, com melhor aproveitamento dos espaços e maior organização urbana. Além disso, eles ajudam a impulsionar o desenvolvimento econômico e a atrair novos moradores e investimentos para a região. De acordo com o CEO da Pafil Empreendimentos, Julio Souza, cada projeto deve gerar valor para a comunidade onde está inserido. Ele destaca que o objetivo é oferecer moradia aliada a serviços, lazer e integração social, fortalecendo o papel do planejamento urbano na transformação das cidades. Interior paulista ganha destaque no mercado imobiliário O crescimento desse tipo de empreendimento também acompanha uma tendência do mercado: a valorização de cidades do interior como alternativa para morar e investir. Segundo a empresa, há uma demanda crescente por projetos que ofereçam bom custo-benefício aliado à qualidade de vida, consolidando o interior como um polo atrativo para novos investimentos imobiliários. Sustentabilidade e inovação fazem parte dos projetos Além da estrutura urbana, os empreendimentos também incorporam iniciativas voltadas à sustentabilidade, inovação e educação, ampliando o impacto positivo nas comunidades. Com atuação em municípios do interior paulista e do Triângulo Mineiro, a Pafil reforça a proposta de contribuir para cidades mais completas, organizadas e com melhores condições de desenvolvimento social e econômico. Na sua opinião, o que mais faz diferença na escolha de um lugar para morar: localização, infraestrutura ou qualidade de vida?
Estudo vai mapear dinâmica imobiliária de Ribeirão Preto
Um estudo inédito pretende traçar um panorama detalhado do mercado imobiliário de Ribeirão Preto. A iniciativa é do Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB), da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp), que apresentou a fase inicial do levantamento durante encontro realizado na sede da entidade no último dia 25, reunindo empresários e representantes da imprensa. A proposta do estudo é identificar padrões territoriais, distorções e defasagens no comportamento do mercado imobiliário da cidade. O levantamento faz parte de uma nova fase de atuação do instituto, que amplia sua produção de dados econômicos com apoio de economistas e matemáticos. Segundo o economista-chefe do IEMB-Acirp, Nelson Rocha Augusto, o objetivo é fortalecer o papel técnico do instituto na geração de informações que possam apoiar o desenvolvimento econômico e o planejamento urbano. De acordo com ele, a proposta é produzir dados confiáveis que auxiliem a sociedade e os tomadores de decisão, sem que o instituto atue diretamente na formulação de políticas públicas. Como será feito o mapeamento do mercado imobiliário? Uma das principais questões do estudo é entender como diferentes regiões da cidade evoluem em termos de valorização ou perda de valor ao longo do tempo. O levantamento seguirá metodologia internacional validada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os dados serão obtidos por meio de convênio em tramitação com a Prefeitura de Ribeirão Preto, e a etapa de análise deverá levar cerca de quatro meses após o início da coleta. A pesquisa irá mapear imóveis em toda a mancha urbana da cidade, analisando fatores como valor de mercado, localização, características estruturais e infraestrutura disponível no entorno. Estudo também vai identificar vazios urbanos Outro ponto importante da pesquisa é identificar os chamados vazios urbanos, que incluem terrenos ociosos, imóveis subutilizados ou edificações degradadas em regiões já consolidadas da cidade. Esse tipo de situação pode gerar efeitos em cadeia no desenvolvimento local. Entre os impactos apontados estão a redução da atratividade para novos investimentos, a desvalorização imobiliária no entorno e a diminuição da atividade comercial em determinadas áreas. Bairros tradicionais e densamente ocupados, como Campos Elíseos e Jardim Paulista, também devem fazer parte da análise, justamente para compreender por que algumas regiões mantêm dinamismo econômico enquanto outras passam por períodos de estagnação. O estudo também prevê uma comparação entre os valores de referência utilizados pelo poder público e os valores praticados no mercado imobiliário, ampliando a compreensão sobre a evolução das diferentes áreas da cidade. Segundo o economista Lucas Ribeiro, do IEMB-Acirp, a pesquisa foi pensada como um processo contínuo, que poderá incorporar novas perguntas e análises ao longo do tempo. Veja também: Programa Selo Verde 2026 abre inscrições para empresas em Sertãozinho ShoppingSantaÚrsula promove programação especial no mês da mulher Parceria com a USP amplia acesso a dados Durante a apresentação do projeto, também foi anunciada a assinatura de um convênio entre a Acirp e a Universidade de São Paulo (USP), por meio do Instituto de Estudos Avançados. A parceria permitirá ao instituto acesso a uma das mais completas bases de dados da América Latina, ampliando o potencial de análises econômicas realizadas pelo departamento. Dados econômicos também passam a ser disponibilizados a empresas Outra novidade divulgada pelo IEMB-Acirp é que empresas associadas à entidade passam a ter acesso a dados macroeconômicos semanais por meio de convênio firmado com o Banco Ribeirão Preto (BRP). Segundo Nelson Rocha Augusto, essa parceria permitirá que empresários tenham acesso a análises econômicas qualificadas e premiadas, oferecendo base técnica para decisões estratégicas com maior segurança. Na sua opinião, quais regiões de Ribeirão Preto mais têm se valorizado nos últimos anos?
O papel público-privado nos desafios do planejamento urbano
Eduardo Fischer é CEO da MRV&CO, empresa que oferece soluções habitacionais para diferentes perfis de moradia. Os desafios das cidades brasileiras, como mobilidade, saneamento, habitação, educação e segurança, são reflexos de um planejamento urbano inadequado. Em outras palavras, a falta de planejamento adequado causa impactos negativos em diversas áreas. Ao não alinharmos o crescimento das cidades à população, um déficit urbano é criado. Como resultado, a infraestrutura torna-se insuficiente. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 970 mil casamentos foram registrados em 2022. Dessa forma, a demanda por moradias segue crescente. No entanto, a infraestrutura urbana e a oferta habitacional não acompanham essa demanda. Assim, moradias irregulares surgem, muitas sem condições básicas de segurança. Em propriedades sem regularização, a qualidade de vida da população é comprometida. Afinal, a lentidão na aprovação de projetos habitacionais dificulta soluções efetivas. O setor privado, contudo, desempenha um papel essencial na construção de moradias. Como resultado, muitas famílias podem ter acesso a residências seguras e regulamentadas. VEJA TAMBÉM Clássicos sobre rodas: Santa Maria Outlet recebe mostra de carros antigos Casos de sucesso Curitiba foi eleita a comunidade mais inteligente do mundo. Definitivamente, a cidade é um exemplo de planejamento urbano eficiente. Enfim, mesmo com mudanças administrativas, um plano urbano de longo prazo é mantido. Em 1965, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC) foi criado. Dessa forma, um modelo de gestão urbana eficaz foi estabelecido. Projetos icônicos, como o Teatro Paiol e o Jardim Botânico, foram idealizados pelo instituto. Sem dúvida, essas iniciativas consolidaram Curitiba como referência em urbanismo. Maringá, no Paraná, também é um exemplo de planejamento estruturado. Em suma, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (CODEM) colabora na definição de diretrizes urbanas. Como resultado, a cidade mantém um planejamento contínuo, independente das mudanças de governo. O modelo internacional No exterior, os planejamentos urbanos são mais ágeis. Nos Estados Unidos, por exemplo, aprovações são concedidas em poucos meses. Assim, a execução dos projetos ocorre rapidamente. Normas claras permitem que o setor privado desenvolva soluções sem burocracia excessiva. Dessa forma, a infraestrutura urbana é planejada com previsibilidade. A padronização de processos também é um fator importante. Afinal, simplificar regulações melhora a eficiência do setor. Como resultado, a população tem acesso a habitações seguras e acessíveis. Conclusão Afinal, a colaboração entre setor público e privado é essencial para o desenvolvimento urbano. Dessa forma, problemas de infraestrutura podem ser evitados. Como resultado, as cidades tornam-se mais eficientes e inclusivas. Definitivamente, um planejamento urbano bem estruturado é fundamental. Enfim, soluções inovadoras precisam ser implementadas. Em propriedades bem planejadas, a qualidade de vida melhora. Assim, um futuro urbano mais equilibrado é possível.

