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O cansaço costuma ser associado à rotina intensa, ao estresse ou à falta de sono. Quando, porém, a exaustão persiste mesmo após períodos de descanso, interfere nas atividades do dia a dia ou surge sem uma causa aparente, o sintoma pode indicar a necessidade de investigação médica.
Segundo Francimar Amorim, clínico geral da Hapvida, a fadiga persistente está entre as queixas frequentes nos consultórios e não deve ser encarada como um diagnóstico por si só.
“Pessoas convencidas de que precisam apenas descansar, mas o cansaço persistente não é um diagnóstico. Ele pode ser o primeiro sinal de que algo no organismo não está funcionando bem.”
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Quais problemas podem causar cansaço?
O material aponta que a exaustão pode estar relacionada a diferentes condições de saúde, entre elas:
- anemia;
- deficiências nutricionais;
- hipotireoidismo;
- diabetes;
- apneia do sono;
- infecções;
- doenças autoimunes.
Ansiedade e depressão também podem estar associadas a sintomas físicos, como falta de energia, tensão muscular, alterações no sono e dores de cabeça.
A duração do quadro e a presença de outros sintomas são fatores importantes para a avaliação.
“O principal problema é quando os sintomas permanecem por semanas, compromete atividades simples ou surge sem uma causa aparente, motivo pelo qual precisa ser avaliado”, explica o médico.
Quando procurar atendimento?
Alguns sinais associados ao cansaço exigem atenção médica, como falta de ar, palpitações, febre persistente, desmaios, perda de peso sem explicação, fraqueza intensa ou dor forte.
A avaliação inicial pode ser realizada por um clínico geral, que considera o histórico do paciente, há quanto tempo os sintomas estão presentes e quais manifestações estão associadas ao quadro. A partir dessas informações, o profissional pode direcionar a investigação da possível causa.
“Não existe uma única resposta para o cansaço. O mais importante é não normalizar um sintoma que já começou a limitar a vida e permitir que a causa seja identificada o quanto antes”, conclui Francimar Amorim.