Helô de olho em Ribeirão Preto
Ribeirão Preto está entre os dez municípios brasileiros fora das capitais com maior volume de financiamentos pelo Minha Casa, Minha Vida no primeiro semestre de 2026. A cidade movimentou R$ 496 milhões em contratações no período e ocupa a 7ª posição no ranking nacional, segundo levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), divulgado pelo portal Portas com base em dados do Portal do FGTS e da Caixa Econômica Federal.
O resultado acompanha a expansão do mercado imobiliário local. Segundo dados do Secovi-SP, Ribeirão Preto acumulou R$ 7,7 bilhões em Valor Geral de Lançamentos (VGL) nos 12 meses encerrados no primeiro trimestre de 2026. Em 2023, o valor havia sido de R$ 1,7 bilhão.
Ribeirão aparece entre maiores mercados regionais
Entre os municípios que não são capitais, Águas Lindas de Goiás (GO) liderou o ranking, com R$ 729 milhões em financiamentos, seguida por Sorocaba (SP), com R$ 699 milhões, e Uberlândia (MG), com R$ 650 milhões.
Ribeirão Preto ficou à frente de Valparaíso de Goiás, Campina Grande e Campinas. No recorte estadual, a cidade ocupa a quarta posição entre os cinco municípios paulistas que aparecem entre os dez maiores volumes de contratação. O grupo também inclui Sorocaba, São José do Rio Preto, Guarulhos e Campinas.
Para Diego Baroni, gerente comercial da Pafil Empreendimentos, os números indicam uma demanda que vai além do volume de lançamentos.
“O dado mostra que existe uma demanda real por moradia e, principalmente, capacidade de transformar essa intenção em compra. Quando Ribeirão Preto aparece entre os maiores volumes de contratação do país, vemos um mercado que cresce não apenas em lançamentos, mas também no acesso das famílias ao imóvel próprio. Isso fortalece toda a cadeia imobiliária e amplia as possibilidades de novos investimentos na cidade”, afirma.
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Mercado imobiliário do interior paulista cresce
O cenário de Ribeirão Preto acompanha o desempenho do mercado imobiliário no interior de São Paulo. Levantamento do Secovi-SP em 42 cidades apontou crescimento de 7,9% nas unidades vendidas no primeiro trimestre de 2026. O Valor Geral de Vendas chegou a R$ 9,6 bilhões no trimestre, alta de 16,8%, e alcançou R$ 38,5 bilhões nos 12 meses anteriores.
A pesquisa também identificou intenção de compra de imóveis entre os entrevistados: 49% declararam intenção de adquirir um imóvel, enquanto 29% planejavam realizar a compra no curto prazo, em até um ano.
Minha Casa, Minha Vida movimenta R$ 79,4 bilhões
No Brasil, o Minha Casa, Minha Vida movimentou R$ 79,4 bilhões em financiamentos entre janeiro e junho de 2026, alta de 29% em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram 349 mil unidades contratadas, crescimento de 21%, segundo levantamento da Abrainc baseado nos dados do Portal do FGTS.
O programa também representou 49% das unidades residenciais vendidas no primeiro trimestre de 2026, de acordo com pesquisa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), realizada em 221 cidades. No período, foram comercializados 54.510 imóveis enquadrados no programa.
Já os financiamentos com recursos da poupança também registraram avanço. Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o SBPE financiou R$ 93,7 bilhões no primeiro semestre, alta de 28,5% sobre o mesmo período de 2025. Foram 277,1 mil imóveis financiados para aquisição ou construção.
Ribeirão amplia presença no setor
Os números de financiamento se somam ao crescimento dos lançamentos imobiliários na cidade. Ribeirão Preto também aparece entre os municípios do interior paulista onde empreendimentos de alto padrão alcançam valores entre R$ 15 mil e R$ 20 mil por metro quadrado, segundo o Secovi-SP.
Na avaliação de Baroni, o mercado local reúne diferentes perfis de compradores e empreendimentos destinados a demandas variadas.
“Ribeirão reúne diferentes perfis de compradores e um mercado que consegue oferecer produtos para essas diferentes demandas. O financiamento é uma peça importante desse cenário porque amplia o acesso e dá sustentação ao desenvolvimento habitacional da cidade”, conclui.