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Centralização de decisões pode limitar crescimento empresarial

Helô de olho em Ribeirão Preto

Ribeirão Preto reúne atualmente 149.267 empresas ativas e mais de 10.600 indústrias, segundo dados divulgados pela Prefeitura. Somente em 2025, foram abertas 1.605 novas indústrias, o maior número da série histórica local. O crescimento também traz novos desafios para os empresários, especialmente em relação à distribuição de responsabilidades, autonomia das equipes e formação de lideranças.

À medida que uma empresa cresce, decisões que antes estavam concentradas no proprietário precisam ser compartilhadas com novas lideranças e equipes. Para Rodrigo Nocera, diretor da Febracis Ribeirão Preto e especialista em direção executiva, um dos pontos de atenção aparece quando o negócio se expande, mas o modelo de gestão permanece igual ao dos primeiros anos.

“É muito comum o empresário construir o negócio participando de praticamente tudo. Quando a empresa cresce e todas as decisões continuam dependendo dele, aquilo que antes ajudava a manter o controle pode começar a limitar o próprio crescimento”, afirma.


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O cenário de Ribeirão Preto acompanha uma realidade nacional. O Brasil possui cerca de 24 milhões de pequenos negócios ativos, que representam 95% das empresas em funcionamento e 26,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o Sebrae, essas empresas também foram responsáveis por 80% das vagas de trabalho geradas em 2025.

Na cidade, 45% dos estabelecimentos industriais são micro e pequenas empresas, segmento em que a participação direta do fundador costuma ter peso importante na rotina e nas decisões.

Delegar exige clareza e formação de lideranças

Para Rodrigo, durante o processo de expansão, aspectos como delegação, comunicação, definição de responsabilidades e desenvolvimento de lideranças passam a ganhar importância na capacidade de crescimento da empresa.

“Delegar não é simplesmente repassar uma tarefa. A pessoa precisa entender o que se espera dela, quais decisões pode tomar e qual resultado deve entregar. Quando existe clareza, o empresário deixa de ser o ponto de passagem de tudo e a equipe ganha condições para assumir mais responsabilidade”, explica.

O especialista também destaca que a descentralização exige uma mudança na atuação do próprio empresário. Conforme a estrutura cresce, o domínio técnico sobre o produto ou serviço deixa de ser suficiente para conduzir sozinho todas as áreas do negócio.

“Ser muito bom tecnicamente não significa automaticamente saber liderar. Em determinado momento, o empresário precisa perceber que a função dele mudou. Ele continua responsável pelo negócio, mas passa a gerar resultado também por meio das pessoas que estão ao redor dele”, afirma.

Na prática, descentralizar não significa afastar o proprietário da empresa. A proposta é criar uma estrutura em que decisões rotineiras não dependam exclusivamente dele, permitindo maior dedicação a questões estratégicas, crescimento e desenvolvimento do negócio.

Gestão estratégica entra em pauta

O processo de transição entre uma atuação mais operacional e uma gestão estratégica estará entre os assuntos abordados na próxima edição do Business High Performance (BHP), promovida pela Febracis Ribeirão Preto entre os dias 18 e 21 de agosto, sob condução de Rodrigo Nocera.

O programa é direcionado a empresários, líderes e gestores e aborda temas relacionados à gestão, liderança, tomada de decisão e desenvolvimento de equipes.


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Escrito por:

Helo Pedrosa

Colunista HP

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