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Móvel barato pode sair caro: planejamento evita gastos extras

Comprar um móvel considerando apenas o menor preço pode resultar em gastos maiores no futuro. Medidas inadequadas, baixa durabilidade e falta de funcionalidade podem exigir adaptações, manutenção ou até a substituição antecipada da peça. Em um cenário de consumidores mais cautelosos e imóveis cada vez menores, planejamento, qualidade e aproveitamento do espaço ganham importância na decisão de compra.

Dados do relatório Conjuntura de Móveis, elaborado pelo IEMI – Inteligência de Mercado e divulgado pela Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (ABIMÓVEL), mostram que a produção nacional de móveis e colchões cresceu 3,4% em maio, na comparação com abril de 2026. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, porém, houve queda de 2%.

No varejo, o volume de móveis vendidos aumentou 15,3% em maio em relação ao mês anterior, mas recuou 3,7% no acumulado de janeiro a maio.

Para Lina Bortoletto, gerente da Casa Mestre Ribeirão Preto, os números refletem um consumidor mais criterioso na hora de investir na casa.

“Os números mostram um mercado moveleiro mais contido. Isso não significa que as pessoas deixaram de investir na casa, mas que passaram a avaliar melhor onde colocar o dinheiro. O preço tem um peso importante, mas considerar apenas o valor inicial pode gerar gastos com manutenção, adaptações ou substituições antes do previsto”, afirma.

Imóveis menores exigem escolhas mais precisas

A redução da metragem dos imóveis também torna o planejamento do mobiliário ainda mais importante. Segundo o Anuário do Mercado Imobiliário 2025, do Secovi-SP, 151.040 imóveis lançados no Estado de São Paulo no último ano têm menos de 45 m², o equivalente a 72% do total. Em Ribeirão Preto, unidades com essa metragem representam 33,4% dos lançamentos.

Com menos espaço disponível, os ambientes passam a acumular diferentes funções. A sala pode funcionar também como escritório, enquanto cozinhas precisam acomodar eletrodomésticos, utensílios e mantimentos sem comprometer a circulação. Nos quartos, armazenamento, organização e conforto precisam ser conciliados.

Nesse cenário, móveis mal dimensionados ou com divisões internas pouco funcionais podem comprometer uma parcela significativa da área útil e levar à compra de soluções complementares.

“Em um imóvel pequeno, alguns centímetros fazem diferença. Antes de definir o móvel, é necessário entender o que será guardado, como o ambiente é utilizado e quais são as necessidades de quem vive ali. Um projeto bem planejado melhora o aproveitamento do espaço e o funcionamento da casa”, explica Lina.

Segundo a gerente, erros de dimensionamento podem gerar novos gastos com prateleiras, organizadores, módulos complementares e mudanças na disposição dos ambientes, soluções que nem sempre resolvem completamente o problema.


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Durabilidade vai além do acabamento

A vida útil do mobiliário também está relacionada a componentes que nem sempre são observados no momento da compra. Corrediças, dobradiças, ferragens e sistemas de abertura influenciam diretamente o funcionamento de portas, gavetas e armários.

Quando esses componentes não são adequados ao peso, às dimensões ou à frequência de uso, podem surgir folgas, ruídos, desalinhamentos e dificuldades de movimentação. Em cozinhas, lavanderias e banheiros, a escolha dos materiais também precisa considerar fatores como umidade, calor e uso constante.

“O consumidor normalmente observa primeiro o acabamento, a cor e o desenho. No entanto, boa parte da durabilidade está na estrutura e nos componentes. Uma ferragem corretamente especificada reduz problemas e facilita a manutenção ao longo dos anos”, destaca Bortoletto.

Por isso, a relação entre preço e vida útil também deve fazer parte da decisão. Um móvel de menor valor que precise ser substituído em pouco tempo pode representar um gasto maior do que uma solução inicialmente mais cara, mas adequada à rotina e ao espaço disponível.

O mesmo raciocínio vale para projetos que, depois da instalação, exigem recortes, reformas ou aquisição de novas peças para corrigir problemas de funcionalidade ou aproveitamento do ambiente.

Sobre a Casa Mestre

A Casa Mestre de Ribeirão Preto faz parte do Grupo Mestre Marceneiro e é referência regional em soluções para marcenaria, arquitetura e design de interiores. Localizada na Rodovia Anhanguera, km 305 + 152 m, no Jardim São José, oferece um portfólio de ferramentas, ferragens, acessórios e produtos de alta performance para profissionais que buscam qualidade, inovação e atendimento especializado.


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Escrito por:

Helo Pedrosa

Colunista HP

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