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Skincare da internet: os riscos de usar produtos sem orientação médica

Vídeos curtos, tutoriais e receitas caseiras de skincare ganharam espaço nas redes sociais, mas a facilidade de acesso a informações sobre cuidados com a pele também pode levar ao uso inadequado de produtos e ativos. Uma pesquisa conduzida pela divisão de Beleza Dermatológica do Grupo L’Oréal, em parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e realizada pelo Instituto Datafolha, revelou que sete em cada dez jovens brasileiros entre 16 e 24 anos nunca visitaram um dermatologista.

Enquanto isso, as redes sociais estão repletas de indicações de produtos e rotinas de skincare sem recomendação médica. Tendências como o chamado “skincare de 10 passos”, a combinação de ácidos sem orientação e o uso indiscriminado de ativos como retinol e vitamina C em altas concentrações podem provocar reações adversas na pele.

Segundo a médica especialista em Dermatologia Flávia Villela, combinações inadequadas de ativos e o uso incorreto dos produtos podem causar diferentes problemas.

“São vários tipos de riscos, de uma irritação na pele, piora na acne e rosácea, a chegar a comprometer a barreira cutânea”, explica.

A especialista reforça que a avaliação médica é importante antes de iniciar uma rotina de cuidados, já que cada pele pode apresentar necessidades diferentes.

“Não existem fórmulas milagrosas e cada pele requer um tratamento específico para o diagnóstico. Dependendo do caso, é necessário até um teste de sensibilidade da pele”, orienta Flávia.


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Riscos mais graves

A pesquisa aponta ainda que 90 milhões de brasileiros com 16 anos ou mais, o equivalente a 54% da população, nunca consultaram um dermatologista. Entre os 46% que já passaram pelo especialista em algum momento, apenas 27% fizeram uma consulta no último ano, o que representa cerca de 20 milhões de pessoas, ou 12% da população adulta.

De acordo com Flávia Villela, o uso inadequado de determinados produtos pode provocar reações mais intensas, como queimaduras, descamação e manchas.

“Um exemplo são os ativos populares na internet como retinol, vitamina C e ácidos, que aumentam a sensibilidade da pele ao sol e sem uso rigoroso de protetor solar, isso pode levar a queimaduras solares mais graves e acelerar o dano actínico”, finaliza a médica.


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Escrito por:

Helo Pedrosa

Colunista HP

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