O acesso ao ensino superior ainda é um desafio no Brasil. Dados recentes mostram que apenas 24% dos jovens entre 25 e 34 anos possuem diploma universitário, índice que fica bem abaixo da média de países desenvolvidos, que chega a 48%.
Para entender o que está por trás desses números e o que eles indicam para o futuro do país, ouvimos o especialista em educação superior Antonio Esteca, que analisa os principais fatores envolvidos nesse cenário.
O Brasil está atrasado em relação a outros países?
Sim. Segundo Antonio Esteca, o país ainda está distante de nações que tratam a educação como prioridade estratégica.
Ele explica que países como a Coreia do Sul apresentam índices próximos de 70%, enquanto na América Latina, países como Peru, Chile e Colômbia também superam o Brasil.
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Houve avanço nos últimos anos?
Apesar do cenário desafiador, houve evolução.
Em 2013, apenas 15,8% dos jovens tinham ensino superior completo. Hoje, o número chegou a 24%, indicando crescimento ao longo da última década.
Ainda assim, o especialista destaca que o avanço não foi suficiente para aproximar o Brasil das médias internacionais.
As desigualdades influenciam esse cenário?
Sim, e de forma significativa.
As regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste apresentam índices acima da média nacional, enquanto os estados do Nordeste permanecem abaixo.
Segundo Antonio Esteca, isso mostra a necessidade de políticas que ampliem o acesso e reduzam as desigualdades educacionais no país.
Existe diferença entre homens e mulheres?
Os dados também revelam uma diferença importante de gênero.
Entre os jovens, 28,2% das mulheres têm diploma universitário, contra 20,7% dos homens.
Para o especialista, esse movimento mostra uma presença crescente das mulheres no ensino superior, com impacto direto no mercado de trabalho e na dinâmica das organizações.
A educação a distância ajuda nesse processo?
A educação a distância (EAD) tem sido um dos principais fatores de expansão do acesso ao ensino superior.
Antonio Esteca explica que esse modelo permite conciliar estudo, trabalho e deslocamento, especialmente em regiões com menor oferta de ensino presencial.
Ele reforça que o formato deve ser valorizado, com foco na qualidade, como estratégia para ampliar o acesso à graduação.
No cenário geral, o especialista aponta que aumentar o número de jovens com ensino superior é fundamental para o desenvolvimento econômico e social do país.
Você acredita que o acesso à universidade ainda é difícil na sua realidade ou região?





