Município não registra casos da doença desde 2020 e amplia ações de vigilância para manter a população protegida durante o período de férias
A Prefeitura de Ribeirão Preto intensificou as ações de prevenção e vigilância contra o sarampo com o objetivo de manter o município livre da doença. Embora a cidade não registre casos confirmados desde 2020, a Secretaria Municipal da Saúde reforçou o monitoramento diante da confirmação de casos no estado de São Paulo e do aumento das viagens durante o período de férias escolares.
As medidas adotadas envolvem diferentes frentes de atuação. Entre elas está a busca ativa de crianças menores de cinco anos com a vacinação em atraso, faixa etária considerada mais vulnerável às complicações provocadas pelo vírus.
A Secretaria também orientou hospitais e serviços de saúde a conferirem e atualizarem a vacinação dos profissionais da área, além de reforçar junto à rede municipal os protocolos para identificação precoce, notificação imediata, investigação e isolamento de casos suspeitos.
Outra estratégia é a conferência da caderneta de vacinação durante todos os atendimentos realizados nas unidades de saúde, aproveitando cada contato com a população para verificar se há doses em atraso.
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Segundo a subsecretária de Vigilância em Saúde, Luzia Marcia Romanholi Passos, manter a cobertura vacinal elevada é essencial para evitar o retorno da doença.
“O sarampo é uma doença extremamente contagiosa. Se a cobertura vacinal diminuir, aumenta o risco de o vírus voltar a circular em uma cidade que está há anos sem registrar casos. Por isso, cada atendimento é uma oportunidade de conferir a caderneta e garantir que a vacinação esteja em dia. A vacina continua sendo a forma mais eficaz de proteção.”
Vacinação continua disponível
A vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente nas 39 salas de vacinação de Ribeirão Preto. O imunizante utilizado é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola.
O calendário de vacinação prevê:
- Crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda dose aos 15 meses (tetra viral);
- Pessoas de 1 a 29 anos: duas doses ao longo da vida;
- Pessoas de 30 a 59 anos: uma dose;
- Profissionais da saúde: duas doses, independentemente da idade.
Quem tiver dúvidas sobre o histórico de vacinação deve procurar a unidade de saúde mais próxima levando a caderneta de vacinação. Caso não possua o comprovante, a orientação é atualizar o esquema vacinal conforme avaliação da equipe de saúde.
A Secretaria Municipal da Saúde reforça que o monitoramento epidemiológico permanece contínuo para identificar rapidamente qualquer caso suspeito e impedir a circulação do vírus no município.