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Janeiro Branco reforça cuidado contínuo com a saúde mental

Janeiro ajuda a puxar a conversa, mas saúde mental não aceita calendário. A campanha Janeiro Branco cumpre um papel importante ao colocar o tema em evidência, só que o cuidado emocional precisa acontecer o ano inteiro — no trabalho, em casa, nas relações e na forma como a gente vive o dia a dia.

Dados divulgados em 2025 pela Organização Mundial da Saúde mostram que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo convivem com algum transtorno mental, como ansiedade e depressão. No Brasil, o avanço do debate também aparece com o anúncio da primeira Pesquisa Nacional de Saúde Mental, iniciativa do Ministério da Saúde para entender melhor a realidade da população adulta.

Para a psicóloga Cristiane Viana, da Hapvida, tratar o tema apenas em janeiro passa uma mensagem perigosa. “O sofrimento emocional não escolhe mês para aparecer. Ele se constrói aos poucos, no excesso de cobranças, na falta de descanso e na ausência de espaços de escuta. Saúde mental é um processo contínuo, como cuidar do corpo ou do sono”, alerta.


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Na prática clínica, ela observa que muitas pessoas só buscam ajuda quando o quadro já está avançado. Antes disso, os sinais costumam ser ignorados: irritação constante, cansaço emocional, isolamento, perda de interesse pelo que antes dava prazer e dificuldade de concentração. A vida moderna, com excesso de estímulos e cobrança por produtividade, só agrava esse cenário.

“Muita gente continua funcionando, trabalhando, entregando resultados. Por fora, tudo parece normal. Por dentro, existe exaustão, vazio e desconexão”, explica a especialista. Mudanças persistentes no sono, no apetite, dores sem causa médica, crises de ansiedade e pensamentos recorrentes de culpa ou desesperança são alertas claros de que é hora de procurar apoio profissional.

A psicoterapia, reforça Cristiane, não deve ser vista apenas como recurso para momentos extremos. Ela também é prevenção, autoconhecimento e organização emocional. “Cuidar da saúde mental é um ato de responsabilidade consigo mesmo. Não é fraqueza. É maturidade.”

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Escrito por:

Heloisa Pedrosa

Colunista HP

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