Tem estreia importante chegando aos palcos da cidade. E é daquelas que mexem com a gente, porque fala de família, dor, escolhas e silêncios que nem sempre sabemos lidar.
Depois do grande sucesso de “O Pai”, o diretor Léo Stefanini traz agora ao Brasil a montagem inédita de “O Filho”, do dramaturgo francês Florian Zeller. A peça, que já foi montada em mais de 20 países e adaptada para o cinema, ganha sua primeira versão brasileira no Theatro Pedro II, em Ribeirão Preto.
O elenco reúne nomes conhecidos do público: Maria Ribeiro, Gabriel Braga Nunes, Thais Lago, Andreas Trotta, Marcio Marinello e Luciano Schwab. É o segundo texto de Zeller dirigido por Stefanini, que também assinou a direção de “O Pai”, espetáculo visto por mais de 120 mil pessoas no Brasil e que rendeu Prêmio Shell de melhor ator para Fúlvio Stefanini.
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A história acompanha Nicolas, um adolescente de 16 anos que enfrenta um processo de depressão e se sente perdido após a separação dos pais. Ele deixa a casa da mãe e vai morar com o pai, tentando reencontrar algum sentido para seguir em frente. A trama mergulha nas dificuldades das relações familiares e nos limites de quem tenta ajudar, mas também está aprendendo a lidar com a própria dor.
Segundo o diretor, a escolha da peça vem da vontade de provocar reflexão sobre um tema muito presente na sociedade atual. A depressão entre adolescentes, segundo ele, cresce em diferentes países e classes sociais, o que ajuda a explicar por que o texto se tornou tão montado ao redor do mundo.
Outro ponto que chama atenção é o formato da encenação. A proposta é de um espetáculo mais íntimo, focado no trabalho dos atores. Sem grandes efeitos de cena, o público acompanha tudo em “close”, percebendo gestos, silêncios e expressões que fazem parte da construção emocional da história.
É teatro que não busca distração fácil. Busca conversa, incômodo e reflexão. E isso, convenhamos, é uma das funções mais bonitas da arte.
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